quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CONSULTA PÚBLICA


A cidade de São Paulo abriu consulta pública para a minuta de decreto que institui a política municipal para a pessoa com deficiência e regulamenta a aplicação da lei federal n° 13.146 de 06 de julho de 2015, em âmbito municipal.

Para quem reside na cidade de São Paulo, entre no link abaixo, conheça e opine


http://saopauloaberta.prefeitura.sp.gov.br/index.php/minuta/minuta-de-decreto-que-regulamenta-a-aplicacao-da-lei-brasileira-de-inclusao-em-ambito-municipal/#

RETORNANDO COM AS OLIMPÍADAS

Amigos, depois de um grande tempo eu volto a escrever em meu blog, este está sendo um ano bem difícil, acredito que para todos os brasileiros e para mim não está sendo diferente, eu passei por uma cirurgia no rim direito e passei um tempo afastado, em recuperação, mas, sempre ansioso em dividir as minhas ideias e experiências com vocês.

Quando eu deixei a minha mensagem de natal no final do ano passado, eu pretendia iniciar o ano falando sobre as olimpíadas e obviamente sobre os jogos paralímpicos, mas, dado a epidemia do “zica” vírus, a crise econômica e a crise política que o Brasil se envolveu, eu confesso que cheguei a acreditar que as olimpíadas poderiam a não serem realizadas por aqui, mas, com o jeitinho brasileiro as coisas foram se arrumando e no final, não só as olimpíadas estão acontecendo como a abertura foi fantástica, surpreendendo não só ao mundo, como principalmente a nós mesmos os brasileiros.


O povo brasileiro é um povo ímpar no planeta, aqui encontram-se pessoas vindas de todas as partes do mundo, cada um trazendo sua cultura, seu costume, seu credo e todos vivendo inteiramente em paz. O Brasil é rico, tão rico que estão levando nossas divisas desde 1500 e ainda tem muita riqueza para ser levada. O Brasil é um país de uma geografia e uma biodiversidade ímpar, todo o problema do Brasil se resume exclusivamente a uma má administração temporária que iniciou em 1500 e um dia vai ter que acabar.


De qualquer forma, a todos que vieram ao Brasil para os jogos olímpicos e paraolímpicos, que sejam bem-vindos.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO

Feliz 2.016 !!!



Eu gostaria que em 2.016, a corrupção fosse banida da face da Terra e que com ela levasse o ódio, o preconceito, a intolerância, a ganancia, enfim, tudo que nos impede de viver uma vida plena, simples e feliz, mas, todos sabemos que isso não é possível, então, convido a todos para realizarem um exercício em 2.016.

Em 2.016, vamos olhar os outros seres humanos, apenas como “seres humanos”, independente da religião, da etnia, da orientação sexual, da situação financeira, da aparência, de alguma deficiência.
Em 2.016, vamos ser mais tolerantes, pois, cada ser humano tem os seus costumes, os seus desejos, as suas necessidades e a sua fé e cada ser humano é único.

Em 2.016, vamos nos preocupar mais em fazer o certo do que em fazer o lucrativo, vamos nos preocupar mais com o que tem valor do que com o que tem preço.

Em 2.016, não vamos fazer aos outros, aquilo que não desejamos a nós mesmos.

Se cada um de nós procurar em praticar este exercício, em cada dia de 2.016, nós não resolveremos o problema do mundo, mas, poderemos tornar o mundo um pouco melhor.


Não espere um feliz 2.016, faça um 2.016 feliz...

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL !!!

A todos que me acompanharam mais este ano, os meus sinceros votos de feliz Natal !



Muita paz, muita luz, muita harmonia e muito amor...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

COMUNICAÇÃO INCLUSIVA

Comunicação




Comunicação é uma palavra derivada do termo latino "communicare", que significa "partilhar, participar algo, tornar comum".



Através da comunicação, os seres humanos e os animais partilham diferentes informações entre si, tornando o ato de comunicar uma atividade essencial para a vida em sociedade.




Historicamente, o ser humano tem o costume de segregar tudo aquilo que não é igual, fato importante na formação de nossas sociedades, desta forma, é muito natural que que qualquer pessoa que apresente alguma deficiência seja vista não só como diferente, como também como incapaz.




Recentemente eu levei a minha esposa ao Hospital São Luiz, ela estava com um dedo fraturado, eu cheguei ao hospital dirigindo o meu carro adaptado, solicitei uma cadeira de rodas e o profissional que me recebeu, que me auxiliou a descer do carro e a me sentar na cadeira, quando me conduzia ao interior do hospital, se dirigiu a minha esposa em voz baixa perguntando o que eu tinha.

Ele obviamente acreditava que a minha deficiência física era um fator impeditivo de comunicação e infelizmente o mundo é assim mesmo, eu fui atleta, sou formado em engenharia de produção, pós-graduado, com experiência internacional, fui executivo de uma grande multinacional, tomei decisões que envolveram milhões de dólares, mas, quando me reúno com amigos de décadas, eles evitam falar ne negócios ou política comigo.

É necessário que nós nos lembremos que nem sempre uma deficiência nos incapacita, somente para ilustrar, lembremos de alguns deficientes que causam inveja:


Antônio Francisco Lisboa – o Aleijadinho, é desconhecida a exata natureza de seu mal, mas, algumas de suas mais belas obras foram concluídas após a deficiência adquirida.

Andrea Bocelli - nasceu com glaucoma congênito que o deixou parcialmente cego. Com doze anos, durante uma partida de futebol levou um golpe na cabeça que fez com que sua cegueira se tornasse total.

Ludwig van Beethoven - aos 26 anos de idade, sofreu a congestão dos centros auditivos internos que mais tarde o deixou surdo, mas, continuou sua obra até sua morte aos 56 anos.

Franklin Delano Roosevelt – foi o 32.° presidente dos Estados Unidos, cumpriu quatro mandatos, contraiu poliomielite em 1921 aos 39 anos, enfrentou a grande depressão de 1929 e a segunda guerra mundial no comando do país.

Albert Einstein – comumente sua imagem é associada a síndrome de Asperger, Einstein costumava se autodenominar um homem de sorte, pois, acreditava que um atraso no entender das coisas o fez pensar em “tempo” e “espaço”, muito mais tarde do que as pessoas normais e quando ele o fez, já tinha base matemática suficiente para entende-los.

Stephen William Hawking – físico teórico e cosmólogo, o britânico foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em 1985, aos 21 anos, é um dos mais consagrados cientistas da atualidade.

Hoje a importância de eu me comunicar é passar a quem tem deficiência, a mensagem de que a vida continua e de aumentar a sua autoestima e divulgar-lhes os seus direitos o que faço através do meu blog:
Outra forma que eu encontrei de me comunicar, foi escrevendo. Para quem adquire uma deficiência a vida passa a parecer muito mais cruel, você perde sua fonte de receita, perde o poder de cumprir os seus compromissos financeiros, perde o controle sobre o seu próprio corpo, passa a depender dos outros para muitas coisas.
O pior da deficiência é passar a maior parte do tempo na solidão, você se acostuma com a sua impotência física e econômica, se acostuma a viver com uma aposentadoria irrisória, que os políticos que ganham e gastam milhões acham justa, mas, dificilmente se acostuma em ser improdutivo.
Eu resolvi aproveitar as minhas horas de solidão, para escrever, uma terapia, uma forma de me sentir produtivo e uma possibilidade de receita.
A minha primeira obra deveria ser “o diário de um vencedor”, que conta a história da minha vida, minhas lutas, minhas vitórias e derrotas até os dias atuais, quando apesar da minha deficiência física e da minha limitação econômica, eu finalmente encontrei a felicidade.
Infelizmente, um problema em meu computador, fez com que eu perdesse esta obra que já estava 75% completa e eu tive que voltar a redigi-la, espero estar publicando ela antes do meio do ano de 2016.
Enquanto eu esperava que algum técnico conseguisse recuperar os meus escritos no velho HD de meu computador, eu acompanhava as notícias na televisão, onde a intolerância e o preconceito imperam os noticiários mundiais, sentindo na “pele” o preconceito por ter me tornado deficiente, nasceu a ideia de escrever sobre o preconceito.
O brasileiro se diz um povo não preconceituoso, mas, a prática mostra uma realidade bem diferente, no mercado de trabalho, mulheres e negros ainda recebem salários menores para executarem as mesmas funções que homens brancos, homossexuais encontram dificuldades em encontrarem oportunidades e para deficientes só existem oportunidades em cargos inferiores. Nos grupos domésticos da sociedade, escolas, clubes, bares, famílias, não é diferente, a religião e a ideologia das pessoas também são julgadas.
Como tocar em um assunto tão emblemático como o preconceito?
Com o sexo, por que o sexo? Porque o sexo é uma experiência comum a todos os humanos e como temos o costume de segregar tudo aquilo que não é igual, todos procuramos evitar comentários sobre as nossas experiências, pois, é um assunto delicado e a exposição de uma ideia, pode levar a maioria do nosso grupo a nos ver com outros olhos e talvez nos segregar.
Eu aproveitei alguns rascunhos e sobre eles escrevi uma história fictícia, com uma linguagem direta, por vezes inocente, por vezes hilária e por vezes explicita visando trazer à tona, todos os preconceitos e dúvidas que envolvem o tema “sexo”, bem como demonstrar que a prática de sexo, desta ou daquela forma, não implica em um desvio de moral, desde que nas questões que envolvam outras pessoas, os seus atos sejam impecáveis. Imoral é roubar, mentir, se corromper, prejudicar aos outros em seu benefício, etc., o que você faz na cama, com a sua parceira interessa somente a você e a ela.
Os fatos narrados nas partes explicitas, são resultado de anos de pesquisas em diversos círculos sócio culturais, foram utilizados aqueles que apareceram, pois, considerando a frequência com que apareceram, ou realmente aconteceram, ou são de um forte desejo de que acontecessem.
O livro foi escrito de forma a colocar o leitor no lugar narrador e viver suas escolhas, seus medos e seus preconceitos para consigo mesmo.
Eu venho de uma família tradicional, moralista, religiosa, onde era inadmissível se pronunciar um único palavrão, onde meu pai faleceu aos 63 anos, sem nunca ter falado comigo nada sobre sexo, e desta forma, muitas vezes foi muito difícil escrevê-lo.
Desta forma nasceu a obra “Um homem, uma mulher e todas as cores do sexo”, sob o meu pseudônimo artístico de A. R. Holliday.



A obra foi publicada pela AGBOOK e só pode ser adquiria pela internet, no link abaixo:

https://agbook.com.br/book/203360--As_Cores_do_Sexo

Agradeço a todos que a adquirirem e a divulgarem, esperando de coração que seja uma leitura agradável e que some alguma coisa a suas vidas.
A comunicação como inclusão na pedagogia
Desde o princípio dos tempos, a comunicação foi de importância vital, sendo uma ferramenta de integração, instrução, de troca mútua e desenvolvimento. O processo de comunicação consiste na transmissão de informação entre um emissor e um receptor que descodifica (interpreta) uma determinada mensagem.

Pessoas com deficiência, em nada diferem das demais, apenas apresentam mais dificuldades em setores onde a sua deficiência se faz presente e quando esta deficiência é de nascença, a comunicação poderá ser uma primeira barreira a ser quebrada, para a sua inclusão na sociedade.

Existem diferentes tipos de deficiências e consequentemente diferentes tipos de comunicação:

Alfabeto Braille



LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais)




Prancha de comunicação





O importante é se comunicar e nós somos humanos, se comunicar foi muito mais fundamental aos humanos do que a qualquer outra espécie que já pisou na superfície deste planeta, foi se comunicando que criamos nossas sociedades, fui se comunicando que quebramos o átomo, foi comunicando que chegamos a Lua e com certeza será se comunicando que venceremos a intolerância, será se comunicando que venceremos o preconceito.




domingo, 29 de novembro de 2015

Palestra: Comunicação e Inclusão



No dia 26/11/15, última quinta-feira, eu estive no Instituto Federal, IFESP – Campus Registro, palestrando juntamente com a minha esposa Cláudia Italiano, sobre o tema “Comunicação e Inclusão”.




O evento foi uma iniciativa do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) do Instituto Federal São Paulo – Campus Registro, que nos reuniu a uma plateia seleta, educada, inteligente, interessada, focada e acima de tudo participativa.






  
Com as condições oferecidas e a plateia de nível, o difícil mesmo foi conseguir respeitar o horário.

Eu e minha esposa nos apresentamos




Eu falei alguns minutos sobre a minha vida, não só quanto ao meu curriculum, mas, também quanto as minhas atividades extracurriculares, lembrando que nenhum de nós está livre de desenvolver uma deficiência.




Difícil fazer uma palestra sobre comunicação, em plena era da comunicação, sem fazer alusão a esta imagem emblemática sobre o assunto que circula nas redes sociais, ele nos remete a uma reflexão, sobre a utilização que fazemos da comunicação nos dias atuais.


Eu apresentei a origem da palavra “comunicação” e a importância que ela deveria ter em uma organização social como a nossa, mas, salientando o quanto o preconceito pode impedir que esta poderosa ferramenta que é a “comunicação”, possa atingir o seu objetivo pleno.



Aqui o momento em que eu conto uma passagem que ocorreu no Hospital São Luiz, onde, eu levei a minha esposa que teve um dedo fraturado, eu cheguei ao hospital dirigindo o meu carro adaptado, solicitei uma cadeira de rodas e o profissional que me recebeu, que me auxiliou a descer do carro e sentar na cadeira, quando me conduzia ao interior do hospital, se dirigiu a minha esposa em voz baixa perguntando o que eu tinha. Ele obviamente acreditava que a minha deficiência física era um fator impeditivo de comunicação e infelizmente o mundo é assim mesmo, eu fui atleta, sou formado em engenharia de produção, pós-graduado, com experiência internacional, fui executivo de uma grande multinacional, tomei decisões que envolveram milhões de dólares, mas, quando me reúno com amigos de décadas, eles evitam falar ne negócios ou política comigo.


Em contraposição a tudo isso, eu apresentei alguns deficientes que fizeram e fazem inveja aos meros mortais, por mais perfeitos que se achem:

Antonio Francisco Lisboa (O Aleijadinho)
Andrea Bocelli
Beethoven
Franklin Delano Roosevelt
Stephen Hawking
Entre muitos outros...

Fiz a apresentação do meu blog




Fiz a apresentação da minha nova forma de comunicação, o meu livro.




Apresentei o meu nome artístico A. H. Holliday e a minha primeira obra “Um homem, uma mulher e todas as cores do sexo”

O motivo do tema, por que o sexo? Porque o sexo é uma experiência comum a todos os humanos e como temos o costume de segregar tudo aquilo que não é igual, todos procuramos evitar comentários sobre as nossas experiências, pois, é um assunto delicado e a exposição de uma ideia, pode levar a maioria do nosso grupo a nos ver com outros olhos e talvez nos segregar, também porque sexo é um assunto de difícil comunicação entre pais e filhos mesmo em tempos atuais.

O livro conta uma história fictícia, com uma linguagem direta, por vezes inocente, por vezes hilária e por vezes explicita e visa trazer à tona, todos os preconceitos e dúvidas que envolvem o tema “sexo”, bem como demonstrar que a prática de sexo, desta ou daquela forma, não implica em desvio de moral, se nas questões que envolvam outras pessoas, os seus atos sejam impecáveis. Os fatos narrados nas partes explicitas, são resultado de anos de pesquisas em diversos círculos sócio culturais, foram utilizados aqueles que mais apareceram.

Interessados em saberem mais sobre a obra ou adquiri-la, devem clicar no link abaixo:

https://agbook.com.br/book/203360--As_Cores_do_Sexo


Falei ainda sobre o meu segundo livro, “O diário de um vencedor”, que deverá ser editado até a metade do próximo ano e sobre um terceiro livro que já está em projeto.




Então, fiz a introdução da importância da “comunicação” como ferramenta de “inclusão”, para as pessoas que já nascem com alguma deficiência e passei a palavra a minha esposa Claudia Italiano, que é professora altamente capacitada na pedagogia infantil inclusiva, tem a sua vida dedicada a alunos portadores de necessidades especiais e que com maestria apresentou todo o seu trabalho, métodos e até equipamentos especiais disponíveis.










Querendo conhecer mais o trabalho da minha esposa clique no link abaixo:






Aqui temos a participação de nossa amiga Giane que trabalha com a minha esposa, foi conosco e nos auxiliou em muitas oportunidades.





Assim encerramos a palestra.





Fica aqui o meu agradecimento a plateia maravilhosa que tão bem nos recebeu, ao pessoal do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) do Instituto Federal São Paulo – Campus Registro, Amanda, Janaína, Herbert e em especial ao meu amigo Jair.




Jair, quando você deixou São Paulo, eu disse que não te desejaria “sorte”, pois, eu não acredito em sorte, acredito em trabalho sério e competência e “competência” você tem de sobra, trabalho sério também é uma marca sua, as vezes encontramos algumas oposições, enfrentamos alguns preconceitos e temos que conviver com algumas vaidades, mas, um projeto nasce em um sonho, uma revolução nasce em uma resistência e toda caminhada nasce no primeiro passo, no mais, como diria Clarice Lispector, "...a direção é mais importante que a velocidade...".

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Palestra em 26/11/2015

Na próxima quinta-feira, dia 26/11/2015, eu serei palestrante, em conjunto com a minha esposa Cláudia Regina Italiano, no Instituto Federal de São Paulo - Campus Registro.

A palestra terá como tema, a "comunicação" no processo de "inclusão".

O evento tem a organização do do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas - NAPNE, do Instituto Federal de São Paulo - Campus Registro.


sábado, 21 de novembro de 2015

DEFICIÊNCIA



Historicamente, o ser humano tem o costume de segregar tudo aquilo que não é igual, fato importante na formação de nossas sociedades, desta forma, é muito natural que que qualquer pessoa que apresente alguma deficiência seja vista não só como diferente, como também como incapaz.

Nesta sociedade, é muito difícil e complexo definir o deficiente, pois, qualquer "noção" ou "definição" de deficiência implica uma imagem que nós fazemos das pessoas deficientes. Sempre que usamos palavras do tipo "excepcional", "cego", "surdo", "inválido", "louco", "aleijado", "anormal" etc., temos em mente uma concepção daquilo que estas palavras querem dizer, é uma estereotipização.

Na década de 70, começou a se repensar que estes "termos" ou "definições" que não davam conta da realidade total e concretadas pessoas deficientes, podiam ser termos equivocados, podiam ser conceitos enviesados por concepções ideológicas ou podiam simplesmente ser palavras mal-acabadas que tenderiam a fragmentar a imagem dos deficientes.

Com o intuito de tentar precisar, as Nações Unidas se manifestaram em favor de lançar mundialmente o termo "pessoas deficientes". Surgiu a Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes, aprovada pela Assembleia Geral da ONU, em 9 de dezembro de 1975, que proclama em seu artigo 1º, O termo “pessoas deficientes” refere-se a qualquer pessoa incapaz de assegurar por si mesma, total ou parcialmente, as necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência congênita ou não, em suas capacidades físicas ou mentais.

Por outro lado, a Organização Mundial de Saúde publicou em 1980 uma Classificação Internacional dos Casos de: 1) Impedimento, 2) Deficiência e 3) Incapacidade.

O impedimento diz respeito a uma alteração (dano ou lesão) psicológica, fisiológica ou anatômica em um órgão estrutura do corpo humano.

A deficiência está ligada a possíveis sequelas que restringiriam a execução de uma atividade.

A incapacidade diz respeito aos obstáculos encontrados pelos deficientes em sua interação com a sociedade, levando-se em conta a idade, sexo, fatores sociais e culturais.

A Declaração e a nova terminologia visam colocar fim à ambiguidade que os antigos "termos" suscitam, visam também precisar melhor quem é ou não é deficiente.

Culturalmente, contudo, a sociedade continua olhando aos deficientes, principalmente os portadores de deficiências mais graves, como incapazes, principalmente no mercado de trabalho, onde um mercado altamente competitivo continua por demais segregador.

Hoje os deficientes podem contar com toda uma gama de órteses e próteses, que podem capacitá-los total ou parcialmente, porém, estas, muitas vezes ainda são inacessíveis do ponto de vista econômico.

É necessário que os portadores de deficiências sejam educados e treinados a buscarem o seu limite e mostrem ao mundo superação e capacidade, onde a sociedade só espera incapacidade.

Esse vídeo é simplesmente fantástico:





Não devemos esquecer, que de certa forma, todos nós, por mais normais que nos achemos, somos de alguma forma deficientes, temos deficiência em entendermos algumas coisas, deficiência em praticarmos algum esporte e etc.

Recomendo a leitura do livro “As Cores do Sexo”,
Que trata dos polêmicos assuntos “sexo”, “deficiência” e "preconceito" e pode ser encontrado no link abaixo:

https://agbook.com.br/book/203360--As_Cores_do_Sexo


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Sexo para deficientes

Todos sabemos que sexo é uma parte muito importante do ciclo vida para todo e qualquer ser vivo, afinal, a mais utilizada definição de fida ainda é “nascer, crescer, se reproduzir e morrer”.

Desde que um ser vivo atinge a sua idade reprodutiva, sexo é o que ele faz até a sua morte, está em seu instinto primário de perpetuar a sua espécie.

Com os seres humanos, não é diferente, mas, milênios gastos em desenvolvimento de sociedades,  influencia de religiões, diferenças culturais e até o número de doenças sexualmente transmissíveis, fez com que chegássemos ao ano 2.000, de forma que seja mais fácil dividir o átomo, caminhar na lua, que ter uma boa conversa franca sobre sexo com um filho ou uma filha.  Infelizmente muitos casais também não tem uma boa comunicação sobre sexo, não tem uma grande intimidade, não conversam e sem conversarem não realizam muito que poderiam realizar e sexo acaba sendo um dos fatores preponderantes nas separações.

As pessoas que nascem com alguma deficiência, encontram toda uma gama de dificuldades na vida, pois, tem que se adaptarem a um mundo todo feito para pessoas sem nenhuma deficiência e dessa forma, quando encontram um parceira (ro), eles tem a preocupação  de se comunicarem claramente  sobre sexo, pois, necessitam de auxílio para se colocarem nesta ou aquela posição e atingirem o seu objetivo.

O grande problema, são as pessoas que adquirem alguma deficiência ao longo de suas vidas, seja por doença, seja por um acidente, a que estamos todos sujeitos. Se adquirimos uma deficiência depois de casados e já não temos uma vida sexual muito boa, o casamento pode entrar em colapso, pois, quando adquirimos um deficiência , por natureza já tendemos a nos sentir inferiorizados, de nos sentirmos menos, muitas vezes perdemos a nossa fonte de renda e nos tornamos dúvida a nossa parceira (ro) e ter que pedir tudo o que se deseja fazer pode ser muito difícil, para quem já se sente um fardo na vida dos outros.

O importante é saber que a vida continua e que sexo continua sendo “vida”, continua sendo saudável e hoje existem recursos para auxiliarem pessoas com movimentação reduzida.

Aqui eu apresento as possibilidades de relacionamento para cadeirantes com diversidade de posições:



Aqui, temos um equipamento desenhado para possibilitar um relacionamento pleno, a pessoas com movimentação reduzida:



E  aqui as posições que podem ser obtidas com a utilização deste equipamento:



Aqui um outro equipamento desenhado para possibilitar um relacionamento a pessoas com movimentação reduzida, este para utilização sobre a cama:



Aproveito ainda para indicar um livro, “As Cores do Sexo” que pode ser adquirido no link abaixo:

https://agbook.com.br/book/203360--As_Cores_do_Sexo


Este livro é bastante interessante, mesmo a quem não seja deficiente e comprando vocês estarão colaborando na manutenção deste blog


Nunca esqueçamos que sendo deficiente ou não, sexo é saúde.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Como foi a Reatech 2015

Este ano a Reatech estava muito bem organizada


Aqui, eu experimento o triciclo da Suzuki, no stand da Javarotti:





Aqui o stand do cão guia, sucesso garantido na feira:





Aqui o stand da prefeitura de São Paulo, que tem feito um excelente trabalho na área da educação, com a Inclusão:


Aqui eu meus padrinhos Waldemir e Angela e a minha sobrinha Gabriela no stand da AAPSA:





Os meus parabéns aos organizadores da Reatech e que o sucesso seja ainda maior em 2.016.